Nazismo em Juiz de Fora (1937-1942): lenda ou realidade
Sabrina Munck do Nascimento
Resumo: O texto apresenta a trajetória do Pastor Viktor Schwaner (). Enfatiza sua atuação na Igreja Evangélica Alemã em Juiz de Fora. Partindo de processos judiciais estuda a ligação do religioso com o Nazismo.
Palavras chaves: alemães em Juiz de Fora – luteranismo - nazismo
“Fabricador de instrumentos do trabalho, de habitações, de culturas e sociedades, o homem é também agente transformador da História. Mas qual será o lugar do homem na História e o da História na vida do Homem?”(Le Goff)
“E quem garante que a História é carroça abandonada, numa beira de estrada ou numa estação inglória? A História é um carro alegre cheio de um povo contente que atropela indiferente todo aquele que a negue(...)”
Este texto busca fazer uma síntese do trabalho “Perigo Nazista em Juiz de Fora - O caso Viktor Schwaner (1935-1945). O processo analisado se refere ao líder religioso Viktor Schwaner, nascido na Alemanha na cidade de Kunzendorf em 21 de janeiro de 1906. No ano de 1932, Viktor chega em Juiz de Fora para exercer o seu pastorado na Comunidade Evangélica Alemã.
A vinda de alemães para Juiz de Fora, não nos é estranha, já que o ano de 1858 é um marco de entrada alemã na região. Os alemães que vieram no século XIX para Juiz de Fora foram contratados pelo cafeicultor Mariano Procópio Ferreira Lage para trabalharem na construção da Rodovia União Indústria. Inaugurada no ano de 1861, contou com a presença de Pedro II na cidade por cinco dias. Os alemães que aqui chegaram, no ano da contratação se instalaram no local que recebeu o nome de Colônia D. Pedro II, estando separada em duas partes: a colônia agrícola, denominada de Colônia de São Pedro, e a colônia industrial que recebeu inicialmente o nome de Villagem e, posteriormente, Mariano Procópio. No meio do caminho posteriormente surgiu Borboleta. Entre a década de 70 e 80 do século XIX ocorreram dois fatos aparentemente inesperados pelos alemães: as falências da Cia. União e Indústria e da colônia agrícola D. Pedro II. Devido às necessidades materiais alguns imigrantes e descendentes foram forçados a abandonarem a colônia e a migrarem para a zona urbana em busca de novos postos de trabalho. É a partir deste panorama que percebemos, a criação de várias entidades de origem alemã. Foram criadas entre 1872 e 1921, sociedades de socorro mútuo, clubes esportivos como o Kegel Club, o Tunerchaft, club ginástico, e as associações de cunho religioso como a Deutscher Kraken Unterstutzungs Verein.
A Igreja Evangélica Alemã, hoje, Igreja Luterana, em Juiz de Fora, teve origem na imigração germânica que ocorreu na cidade durante o ano de 1858. Um percentual significativo dos imigrantes vindos para Juiz de Fora, professava o credo Luterano, cerca de 45,36 % contra 54,64% católicos, trazendo para a província de Minas Gerais um problema que até então era desconhecido: o religioso. Esses primeiros protestantes tiveram os seus direitos restringidos dentre eles a ausência da legitimação dos casamentos e ausência da regulamentação de herança. Este problema foi estendido para as sepulturas. Apesar de terem conseguido autorização de D. Pedro II para construírem em 1885 uma “Casa de Oração”, ainda não tinham como enterrarem os seus mortos. O vigário geral da cidade não permitia que protestantes enterrassem seus mortos no cemitério católico. Devido à intolerância do religioso muitos evangélicos foram sepultados á revelia na cidade até conseguirem um local apropriado no ano de 1886 para os seus sepultamentos. Os alemães quando chegaram ao Brasil, encontraram um Estado Monárquico e puderam observar a passagem da Monarquia para a Republica em 1889.
Já no século XX com a morte do presidente alemão Hindenburg em 1932, Hitler assumiu o título de Führer (guia), acumulando as funções de chanceler e presidente, e assim anunciou a fundação do III Reich alemão (III Império Alemão). Com a ascensão de Hitler ao poder a Alemanha desencadeia uma seqüência de agressões e anexações políticas para a expansão de seu território. O mundo é dividido em dois Blocos: o dos Aliados e o do Eixo.
Enquanto a conjuntura mundial caminhava para uma iminente guerra, no Brasil Getulio Vargas se articula de maneira que passa a controlar as forças políticas divergentes em seu governo. São elas: as classes médias, os setores agro-exportadores e os bancários.O governo de Getulio interessado na centralização do poder criou diversos mecanismos de controle, á exemplo, instituições como DASP e o DIP, dentre outros que atuaram de forma a promover maior intervenção do Estado em políticas nacionalizadoras. Vargas acentuou o controle do Estado sobre a vida social e econômica da população brasileira. Deu início ao projeto do culto a sua própria imagem, através do DIP, e lançou um projeto de militarização do cidadão brasileiro.As tendências pró-germânicas do governo favoreceram o aparecimento de vários segmentos favoráveis ao nazismo, pois até meados de 1938, a Alemanha era vista pelo governo de Vargas, como um modelo de modernidade. A conjuntura brasileira dos anos 30 favoreceu a proliferação da ideologia nazista em nossa sociedade. As simpatias brasileiras pelo regime alemão eram o de exaltação a tudo que fosse identificado como ariano. A presença nazista foi menos folclórica e de uma importância política notável segundo Ana Maria Dietrich. Em sua tese de doutorado pela USP, Dietrich defende a idéia da tropicalização do nazismo, pois segundo a autora, a tropicalização ocorreu de acordo com as nuances que a realidade brasileira impôs ao nazismo. O governo brasileiro em 1937 não estava rigorosamente a par da existência e atuação do Partido Nazista no Brasil e, se sabia, fazia vista grossa, sem fazer controle para assuntos a esse respeito devido às afinidades com o governo alemão. Essa neutralidade foi mantida e mesmo durante o conflito mundial o Brasil tinha uma série de acordos comercias com a Alemanha. O partido nazista brasileiro funcionou segundo Dietrich por dez anos no país, atuando em 17 estados brasileiros, com 2.900 integrantes, sendo um contingente, segundo a autora, só superado pelo partido nazista na Alemanha. Dos oitenta e três países que tiveram uma filial da NSDAP - Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores, o Brasil ocupa o primeiro lugar saindo na frente da Áustria. Em Juiz de Fora o Partido Nazista funcionou na antiga cervejaria Americana, tendo como líderes Hermann Zahan, Herman Luipold e Viktor Schwaner.
A partir de 1938 temos uma virada no discurso de Vargas, que se torna altamente nacionalista, de valorização da cultura brasileira. Seu projeto político centrava-se em buscar uma identidade nacional, de valorização da cultura indígena e da natureza o que era antes considerado como modelo (os alemães) tornou-se um perigo para a identidade brasileira. Portanto dentro do projeto ideológico de nacionalização do Brasil (1938/1942) almejado por Vargas, o alemão passa a ser tido como um perigo ideológico, e divulgador do ideário nazista. Enfim um perigo étnico. A partir da mudança panorâmica do governo, o imigrante se torna um entrave para a consolidação da cultura brasileira, sendo este identificado como elemento que não queria abrasileirar-se. A comunidade alemã no Brasil não só insistia em preservar seus hábitos e costumes tradicionais, como também mantinham organizações políticas cuja ideologia seguia as orientações diretas do governo alemão. Não havia no projeto nacionalista do Estado Novo espaço para a inclusão e aceitação de convivência com fortes e estruturados grupos culturais estrangeiros nas regiões de colonização. Assim temos uma busca para abrasileirar os núcleos de estrangeiros considerados como cernes resistentes, como o dos alemães. Este grupo despertou a maior atenção e a maior preocupação nas autoridades governamentais, pois era reconhecido como o núcleo estrangeiro mais obstruído em torno de sua própria cultura, de sua própria língua e de sua própria nacionalidade. Eram os alemães acusados sistematicamente de impedir o processo de nacionalização pela insistência com que mantinham suas próprias características. O perigo alemão, consiste em acreditar que os países do continente sul-americano seriam anexados ao Reich alemão, através da invasão do exército, em caso de vitória alemã na guerra. Temos então uma idéia de invasão alemã pelas colônias. As portas de entrada para a invasão seriam as colônias de origem germânica.
Quando o Brasil forçado a declarar guerra contra os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) devido a um afundamento de navios brasileiros por supostos ataques alemães em 1942, as situações dos imigrantes ficaram tensas. As mobilizações populares brasileiras criaram um clima hostil com os estrangeiros do Eixo e com seus descendentes. E na cidade de Juiz de Fora também aconteceram manifestações. Diversas ruas tiveram seus nomes trocados, clubes fechados e prisões efetuadas. A Igreja Evangélica Alemã teve de alterar o nome para Igreja Evangélica de Confissão Luterana. Seu pastor Viktor Schwaner foi preso e identificado como propagador do ideário nazista.
Seguindo esse raciocínio acima analisado, passemos agora a estudar o pastor alemão Viktor Schwaner e sua esposa Annelise. Ambos chegaram à cidade de Juiz de Fora no ano de 1932 e permaneceram até o ano de 1943, quando a partir de então, foram para Belo Horizonte. Viktor é filho de Matilde e Ricardo Schwaner, de nacionalidade alemã, nascido em Kunzendorf, em 21 de janeiro de 1906. Veio para o Brasil em 1929 para a cidade de Blumenau até ser transferido para Juiz de Fora em 1932. O pastor e sua família passaram a residir em Juiz de Fora na Rua General Gomes Carneiro, bairro Fábrica, número 66, para exercer seu pastorado na Comunidade Evangélica Alemã. O objetivo do pastorado de Schwaner era o de reunir os germânicos dispersos, trabalhando no incentivo de juntar todas as pessoas pertencentes à comunidade têuta. Para reunir novamente os alemães da colônia D. Pedro II que estavam dispersos, ele constrói em 1935 uma igreja, para que os colonos não fossem mais para a igreja católica da colônia. Schwaner provavelmente foi criado dentro do contexto nacionalista alemão. A Alemanha torna-se Estado no ano de 1870, através da figura de Bismarck, época na qual podemos verificar todo o inflamar em favor do patriotismo. Sentindo todo o crepitar desse fator histórico, podemos supor em qual contexto Schwaner tenha sido educado. Schwaner nasce em 1906, apenas 36 anos, após a consolidação do Estado alemão, de luta pela unidade germânica. Provavelmente a infância e a sua adolescência foram marcadas pelo crescente nacionalismo alemão. No ano de 1914, ano de início da I Guerra Mundial, Viktor tinha oito anos de idade. Podemos deduzir que ele passou por todo o processo de nacionalismo e unidade alemã, que criou no povo alemão hábitos nacionais profundamente enraizados de obediência e disciplina. Esses fatores que marcaram a infância de Schwaner e não devem ser desconsiderados.
Foi no ano de 1942, após vários movimentos governamentais contra os alemães que o colono Alfredo Mölher, em 23 de julho faz perante a delegacia de polícia a denúncia de acusação contra o pastor alemão. Declarando perante os policiais que seu filho Paulo Edmundo Mölher, embarcou para a Alemanha á pedido do governo alemão, que aceitou a indicação feita por Schwaner sobre Paulo em abril do ano de 1937 para trabalhar na Frente de Trabalho Alemã. Declarou o acusador, que seu filho Paulo participava da escola e da juventude alemã dirigida pelo próprio pastor. Apesar do prazo já ter se expirado na Alemanha, Edmundo até o presente momento ainda não havia voltado, e ele deveria ter voltado no ano de 1939. Alfredo relata que desde o mês de setembro não recebe noticias de seu filho. As noticias que ele recebia de Paulo era através de cartas, e essas cartas foram por nós analisadas e elas apresentam, em princípio, uma profunda admiração de Paulo pela Alemanha na pessoa de Hitler e até mesmo certa comparação de Hitler com Getúlio. A Alemanha era invencível para Paulo. Nas últimas cartas o desejo de retorno ao Brasil pode ser notado. Sua saudade da pátria é visível quando ele expressa: “Viva a pátria amada Brasil!”.
Tanto Viktor e sua esposa Annelise Schwaner, ambos de nacionalidade alemã, foram indiciados no disposto artigo 2 ns. 2 e 5 (infine) do decreto lei número 383, de 18 de abril de 1938, combinando com o artigo 10 em que foram classificados, segundo o procurador do Tribunal de Segurança Nacional, José Maria Mac-Dowell da Costa. Segundo o decreto-lei 383, de 1937. O decreto usado no processo de Schwaner, proibia qualquer atividade de natureza política dos estrangeiros no país, ficando estabelecido que os descendentes de países de Eixo não poderiam organizar criar ou manter sociedades ou fundações, companhias, clubes ou qualquer estabelecimento de caráter político, ainda que tivessem por fim exclusivo a propaganda ou a difusão entre os seus compatriotas. Também era proibido ostentar ou portar símbolos do Eixo, organizar desfiles, passeatas, comícios ou reuniões de natureza política. Mesmo com essas proibições, muitas instituições beneficentes foram organizadas e serviram de fachada com a intenção de driblar a repressão policial. Esse decreto se enquadra perfeitamente na acusação contra Schwaner. As acusações contra o referido pastor são: o de fazer propaganda ideológica nazista, distribuindo panfletos e livros de cunho nazista. As provas que agravaram o seu inquérito foram: a sua participação no envio de um jovem para a Alemanha, além de ter sido membro e líder do partido nazista em JF, ter dado a um grupo extenso de pessoas, material de propaganda política favorável ao nazismo, e ter sido encontrado em sua casa matérias referentes à Alemanha e ao próprio Hitler. Não obstante, seu processo foi agravado devido ter sido encontrado em sua casa, vários quadros de referência nazista pregados nas paredes, e a suástica.
Schwaner foi condenado por “imiscuir-se direta ou indiretamente nos negócios públicos do país” e “exercer qualquer atividade de natureza política”. Foi considerado que Schwaner não só se intrometeu nos negócios públicos do país como exerceu atividade de natureza política pretendendo assim influenciar o seu meio por comparação impertinente, de tendencioso incitam. O pastor Viktor Schwaner foi condenado a três meses de prisão em Neves e há uma multa de: 7:500$000 (sete quantos e quinhentos mil réis), grau médio estabelecido no artigo 10 do citado decreto-lei 383, pelo processo de número 2202. O réu recorreu ao Tribunal Superior de Segurança Nacional. Porém seu recurso foi negado, havendo a confirmação da sentença apelada.
O caminho do historiador é reconstituir a História a partir dos dados e das fontes disponíveis. Construir a História não priorizando um grupo, mas sim de acordo com as evidências documentais. O perigo imposto pela disseminação da propaganda nazista e pela atuação, cada vez mais organizada, do Partido Nazista no Brasil passou a ser preocupação do governo brasileiro. A repressão aos alemães tinha justificativa diante da posição política internacional e da diplomacia do contexto de guerra, naquele momento.
A imagem que ficou na comunidade Luterana de Juiz de Fora, sobre a pessoa de Schwaner, foi sua dedicação ao trabalho. É lembrado por muitos como uma pessoa autoritária, mas não devemos tomar isso como imagem negativa de sua pessoa, pois entendemos que o ser é influenciado pelo momento histórico. Na década de 30/40 a imagem de um líder religioso era a de um homem íntegro, rígido, autoritário, senhor dos saberes da vida. Sobre a prisão de Schwaner, a Igreja Luterana ainda sente muito constrangimento em falar a esse respeito. E na época faltou apoio ao pastor devido ao fato de ser uma situação melindrosa na qual o país se encontrava. Muitos na comunidade Luterana, contudo, depois de anos terem se passado, ainda acreditam na inocência do acusado. o fazia parte do grupo dele, sendo os mais velhos os que teriam melhores informaçto de serem muito novos.
Após três meses, Schwaner foi solto em 24 de dezembro de 1942, indo para a comunidade de Belo Horizonte exercer o pastorado da então extinta comunidade Evangélica Alemã de Belo Horizonte. Trabalhou como professor de línguas para os técnicos da siderúrgica alemã Mannesmann. A comunidade Luterana de Juiz de Fora continuou recebendo a visita de Viktor Schwaner, mesmo após todo o acontecido com o mesmo. Ao que tudo indica morreu em Belo Horizonte, pois não conseguimos apurar tal informação. Faço nossa, as palavras de John Lukacs, de que todo historiador trabalha necessariamente baseado em provas incompletas e ao mesmo tempo nós os historiadores temos em nossas mãos um potencial ilimitado de pesquisa processual que nos auxiliam na revisão do passado, pois o saber histórico é mais que exatidão ou julgamento: é compreensão.
Ao debruçarmos sobre a trajetória de um indivíduo, devemos observar o contexto histórico em que o mesmo viveu. Devemos analisar que nascer é estar submetido á obrigação de aprender. Nascer é penetrar nessa condição humana. Entrar em uma história, a história singular de um sujeito inscrita na história maior da espécie humana. Entrar em um conjunto de relações e interações com outros homens é entrar em um mundo onde ocupa um lugar (inclusive social) e onde será necessário exercer uma atividade. Quando se estudo um indivíduo em particular é necessário levar em conta seu lugar natal. É preciso ter a consciência de que a cultura vai influenciar a visão de vida de cada ser, orientando o fazer e o imaginar individual e interferindo na própria educação da sensibilidade, ampliar ou congelar suas possibilidades. A cultura que o indivíduo nasce torna-se parte de sua natureza. É através desse meio físico e social que o ser constrói seu pensamento, transformando os processos psicológicos elementares em processos complexos, fazendo com que a cultura torne-se parte de sua pessoa.
Segundo Kant, o homem é a única criatura que precisa ser educada. Para Fichte todos os animais são acabados e prefeitos, o homem não, ele é apenas esboçado, indicado. Para Lucien Seve o indivíduo se beneficia das relações exteriores á ele, e estas relações é que fazem o indivíduo hominizar-se através de seu processo de vida real no âmago das relações sociais, ou seja, os homens se influenciam mutuamente, e cada ser é influenciado pelo meio em que nasce.
Nos capítulos I e II de nosso trabalho mostramos o forte apelo que o Nazismo fez aos germânicos e simpatizantes. Fazendo uma busca da ação política do Pastor Viktor Schwaner em Juiz de Fora (1935-1942) encontramos indícios de simpatias e apoio aos nazistas. Nada de se estranhar, levando-se em conta o contexto histórico em que viveu.
O reconhecimento de pessoas na participação ou de simpatia ao Nazismo é, ainda, vista com temor por diversos grupos sociais. Contra as situações de levar em conta somente a história dos vencedores, dos heróis, cabem a nós, historiadores, rompermos com posturas maniqueístas e privilegiadoras. Em nossa pesquisa buscamos conhecer o Pastor Viktor Schwaner como ser humano histórico, um ser em toda a sua singularidade, um exemplar único portador e influenciador, sobretudo da história da cidade de Juiz de Fora.
REFERÊNCIAS
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A Juventude Alemã era uma organização de jovens que participavam de competições esportistas e tinham em seus uniformes o símbolo nazista,o uniforme da Hitler Jungend era de cor marrom, e a cor do uniforme da Jungschar juizforana era de cor cáqui (um marrom mais claro), com um talabarte atravessado com a Hakenkreuz, ou seja, com a suástica. A Hakenkreuz,é o nome em alemão que significa cruz de gancho. Em diversos momentos Hitler reconheceu que o futuro estava nas mãos de jovens e de crianças, e que se eles fossem bem educados seria o futuro da raça ariana. a juventude juizforana a Jungschar, que significa bando de jovens, tinha ensino e prática esportiva de saltos a distancia, de saltos de altura, de canoagem e natação no rio Paraibuna.
Para maiores detalhes consultar nosso trabalho na íntegra.